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Eles são familiarizados com terminologias como mp3, players, blogs, chats e World Wide Web (www) e capazes de conversar no MSN, ver TV, ouvir música, teclar no celular, simultaneamente. Estamos falando da geração Z ou zappings, formada por adolescentes de até 17 anos.

João Pedro Rezende, de 13 anos faz parte dessa geração. Domina o controle remoto, o celular, sabe criar blogs e navegar na internet. E acreditem: aprendeu brincando.

Para alguns da geração de João Pedro, o primeiro emprego já chegou, para outros está bem próximo.

Afinal, o que o mercado de trabalho pensa sobre essa galerinha com grande capacidade de se integrar com a tecnologia e realizar multitarefas?

Segundo o consultor de Talentos Humanos, Nege Calil se a geração Y é impulsiva, quer tudo muito rápido, não tem paciência com processos burocráticos, a Z provavelmente tem essas características "duplicadas" ou "triplicadas". "Isso significa que os futuros gestores precisarão estar preparados para lidar com esse público", explicou Nege.

Eles têm concentração de sobra quando o desafio está diante de um vídeo game. Porém, o grande gargalo é a concentração e a obediência às normas, como acontece com os da Y. "Do ponto de vista tecnológico chegarão nota 10 ao mercado de trabalho porque poucos precisarão de treinamentos técnicos para aprender os processos. O problema maior é a questão relacional, uma vez que pouco valorizam a hierarquia", esclareceu Calil.

Uma pesquisa brasileira, realizada pela Millward Brown Brasil em 12 países, aponta que os adolescentes passam 13 horas online por semana em jogos. A pesquisa revelou ainda que os pais não sabem o que os filhos fazem na internet. Pode parecer difícil, mas o tempo entre a geração da mãe de João Pedro com a dele não foi empecilho para monitorar por onde o garoto navega. O computador fica num local visível da casa e não trancafiado em quartos ou salas de estudo ou escritório.

Uma das características que determina o sucesso na vida e no trabalho é a perseverança. Não dá para rotular a geração Z de dispersos, quando a determinação chega primeiro. Enquanto uns abandonam um determinado jogo de videogame por achar difícil, outros permanecem por horas a fio e alcançam o alvo: a vitória. No mercado de trabalho, isso vai fazer a diferença.

Para os zappings a comunicação formal deu lugar a informal. Tudo por que o celular, o Orkut, o Twitter e o MSN avançam freneticamente, favorecendo o diálogo. Em empresas com hierarquia flexível, essa atitude pode ser aceitável, porém em outras instituições mais conservadoras não tão bem vistas. "Os líderes devem aprendam a lidar com a Y o quanto antes, pois a Z será uma "pós-graduação", aconselhou o consultor em Talentos Humanos.

Outra peculiaridade dessa geração é a preocupação com o meio ambiente. Fechar bem a torneira, não deixar a geladeira aberta por muito tempo são lembretes que constantemente João Pedro dá a mãe.

Relação de consumo

Se a geração Y está inserida no mercado de consumo, o que dirá a Z. O que muda? O presidente da CDL, Celso Vilela explica: "É preciso traçar estratégicas para atender esse público que é bem menos fiel às marcas e mais preocupado com o planeta. Falam sobre sustentabilidade e acreditam que cada árvore plantada é uma forma de contribuir para a perpetuação das futuras gerações".

O que pode ser feito? Algumas empresas já traçam ações para atrair esse público. Umas trocam a sacola plástica pela ecologicamente correta, outras inserem na embalagem de algum produto um sache com sementes de plantas, entre outras estratégicas. "Independente da geração, o comportamento das pessoas no mundo do consumo depende de três fatores: cultura, condições econômicas e sociais e avanço tecnológico. A cada dia novos tipos de consumidores surgem, por isso, a valorização do cliente e a percepção de comportamento será a consequência da inovação do produto", acredita Celso Vilela.

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Postador Vanderlei Moraes

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