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» » Financeiro e Recursos Humanos – Os efeitos e sua relação

 Por: Vanderlei Moraes

Uma relação mantida por amor e ódio, é assim que podemos tratar as áreas de Recursos Humanos (geradores de custos e despesas) e a de Finanças (provedores de receitas, controle e planejamento de investimentos). Desde um passado não muito distante, essas duas áreas vêem mantendo e estreitando suas relações. Neste novo cenário, entendamos o papel de cada uma delas;

Financeiro: Com foco principal nas receitas da empresa, tem atuação principal no controle e apuração do custo total das atividades empresariais, bem como, ações corretivas diante os mais inusitados casos. Resumindo (controle de dinheiro);


do outro lado;

Recursos Humanos (R.H.): Com foco principal no âmbito pessoal, controla desde o processo de recrutamento e seleção de pessoas, passando por capacitações, avaliações de desempenho e atingindo a esfera social, deixando de lado o ambiente organizacional, visando uma melhor compreensão do psicológico do colaborador com o intuito de satisfazê-lo emocionalmente para que o mesmo atinja os objetivos próprios e empresariais. Resumindo (Geração de investimentos em pessoas, considerados antigamente pelo Financeiro como “DESPESAS”).

Como relacionar essas duas áreas é um desafio e sempre causa controvérsias. Antigamente, inseridos em outra modelo de gestão, a palavra “versus” pairava dentre as organizações quando se relacionavam as área de Finanças e R.H. Visto que, o foco principal das empresas estava no lucro e que se vivia na era das máquinas, dada graças à revolução indústrial, o termo “Pessoas” não combinava com a palavra investimento, remetia sim, a “despesas”. Uma visão atualmente arcaica e ultrapassada, que começou a se difundir a partir da década de 70.

Nos anos 80, com a chegada do termo “planejamento estratégico”, uma nova forma de visão provoca grande revolução no contexto organizacional. Um novo modelo de gestão leva as empresas a repensarem suas atuações, implantarem novos métodos de controle, e traçar novas estratégias.

Este tumultuo causado por esse novo movimento, leva as empresas e seus líderes a reverem sua gestão. Com isso, missão, visão e valores das empresas passam a englobar os objetivos de toda a organização, e a relação entre os departamentos passam a ser células integradas a um processo único, o de geração de riqueza.

Mas recentemente, no final da década de 90 dá-se inicio o movimento social, tratado como “Gestão de Pessoas”. Vindo para derrubar definitivamente o mito de que são as máquinas os geradores de riqueza, e não o capital humanos. Entra em cena então o Departamento de Recursos Humano, até então conhecido apenas como Departamento de Pessoal. 

Atualmente, com o desenvolvimento do capital humano e do mercado de capitais, as empresas buscam recursos financeiros de longo prazo, e um novo modelo de gestão se emplaca nas organizações. Uma vez que o Departamento Financeiro passa a reconhecer os custos gerados pelos Recursos Humanos como investimentos em “clientes internos”, um relacionamento que antes era tratado como “versus”, se volta para uma “aliança”. Com isso, um mar de oportunidades e novos desafios surgem. Como desafios, a tarefa de controlar e gerenciar valor de capital investido em pessoas, não apenas no ambiente organizacional, mas também na questão social. E como oportunidades, vêem a chance de maiores investimentos em pessoas, sejam com benefícios, treinamentos e etc. O mais importante de tudo, é que com o tempo o que era um relacionamento instável se torna cada vez mais estável. E quem ganha com isso são tanto a empresa quanto o colaborador.


Vanderlei Moraes: Administrador de Pessoal, financeiro e especializando em Gestão de Pessoas.

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