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» » Talento, preparação e oportunidade



 
Quantas pessoas você conhece com talentos desperdiçados? Quantos amigos da sua geração eram considerados verdadeiros gênios, mas acabaram em atividades relativamente simples? O talento existe ou vale somente para alguns predestinados? Uma pessoa deve ser julgada apenas pelo seu talento e pelas suas realizações?

Estudiosos de todo o mundo tem publicado pesquisas e se envolvem com frequência em debates calorosos sobre uma questão que no passado era muito clara, mas não verdadeira, para a maioria das pessoas: alguns nascem com um ou mais dons especiais, outros são apenas coadjuvantes na história.
Apesar da abundância de estudos nessa área, como o do Prof. Howard Gardner, criador da Teoria das Inteligências Múltiplas, e o de Daniel Goleman, idealizador da Inteligência Emocional, ambos PhD pela Universidade de Harvard, o mundo ainda cultua a suposta genialidade de algumas pessoas.

Até há pouco tempo, o mundo era um grande campo de batalha em que todos os participantes eram julgados apenas pelo talento e pelas realizações, ou seja, somente os melhores venciam. Era o mundo específico da meritocracia em que as pessoas progrediam em razão do dinheiro e das amizades.

De acordo com Malcolm Gladwell, autor de Outliers, publicado no Brasil com o título de Fora de Série (Sextante), nem todas as pessoas, seja qual for o esporte ou a atividade escolhida na infância e adolescência, chegam a atuar em nível profissional no futuro.

De fato, apenas alguns conseguem fazer isso – os que têm talento. Ainda segundo Gladwell, quanto mais a fundo os psicólogos analisam a carreira dos talentosos, menor parece o papel desempenhado pelo talento e maior se mostra a importância da preparação.

Dentre vários exemplos de sucesso citados no livro, estão o de Bill Joy, criador do Unix, o de Bill Gates, criador do Windows e o dos Beatles, a banda mais famosa do mundo. Joy, Gates e, especialmente, John Lennon e Paul McCartney são indiscutivelmente talentosos, mas o que de fato distingue a história dessas pessoas não é o talento fantástico e sim as oportunidades extraordinárias que tiveram, além da dedicação de cada um ao domínio do assunto.

Bill Joy passava em torno de 8 a 10 horas por dia programando e, por ter ingressado numa Universidade de ponta, como a de Michigan, teve a chance de praticar num sistema de tempo compartilhado. Graças a um bug no sistema, Joy podia ficar programando pelo que tempo que quisesse. Foram cinco anos de dedicação exclusiva desde que chegou a Michigan e quando migrou para Berkeley. Isso corresponde a 10 mil horas de treinamento, aproximadamente.

Lennon e McCartney começaram a tocar em 1957, sete anos antes de a carreira dos Beatles explodir na Inglaterra e nos Estados Unidos. Em 1960, quando ainda não passavam de uma banda de rock do ensino fundamental, eles foram convidados para tocar em Hamburgo, na Alemanha. Não havia nada de especial por lá, apenas a quantidade de tempo que a banda era forçada a tocar. Pagava-se mal, a acústica era sofrível e o público tampouco conhecia e apreciava a banda.

A oportunidade e a experiência de tocar a noite toda, por vezes durante oito horas seguidas, sete dias por semana, em boates de striptease, obrigou-os a redescobrir uma nova forma de fazer aquilo, diferente de Liverpool, onde uma hora era suficiente para apresentar apenas as suas melhores músicas.

Durante as cinco idas para Hamburgo, os Beatles tocaram 270 noites em apenas um ano e meio. Quando a banda finalmente estourou, em 1964, já havia se apresentado ao vivo cerca de 1200 vezes, o que corresponde a 10 mil horas de treinamento, aproximadamente.

A história de Bill Gates não é muito diferente e é tão conhecida quanto a dos Beatles. Embora o pai fosse um advogado próspero e mãe fosse filha de um rico banqueiro com condições de bancar uma boa universidade, Gates não era muito ligado aos estudos.

Em 1968, no início da sétima série, seus pais o retiraram da escola pública e o enviaram para Lakeside, uma escola particular frequentada por crianças da elite da cidade onde, um ano depois, foi criado um clube de informática. Aos poucos, Bill Gates teve acesso à programação em tempo real e, a partir da oitava série, passou a viver numa sala de computador.

De 1968 a 1971, Bill Gates e seus colegas acumularam em torno de 1.600 horas de programação, em média, oito horas por dia, sete dias por semana. Para cumprir o ritual, Gates faltava às aulas de Educação Física e ainda trabalhava à noite e nos fins de semana.

Tempos depois, Gates soube que Paul Allen, co-fundador da Microsoft, havia descoberto um computador na Universidade de Washington que podia ser utilizado de graça. As máquinas ficavam ligadas 24 horas, mas havia um período ocioso entre três e seis da manhã.

Adivinhe quem estava lá, Bill Gates que saía de casa escondido e ia para a universidade a pé, às vezes de ônibus, somente para não perder a oportunidade de utilizar o computador de graça durante quase três anos seguidos. Somado todo esse tempo, Gates ultrapassou a 10 mil horas de treinamento em programação de computadores.

O que as histórias de Bill Joy, Beatles e Bill Gates tiveram em comum? Todos eles tiveram tempo extra para praticar, graças a uma série incrivelmente favorável de eventos geradores de oportunidades extraordinárias para cada um.

Escrevo um pouco dessas histórias – que você poderá ler com mais detalhes na biografia de cada um – com o intuito de compartilhar algumas lições importantes que servirão de reflexão e base para a sua trajetória de vida pessoal e profissional. Vejamos:
  • Talento natural não serve para nada diante da comodidade e da falta de foco para a realização de um propósito; o que vale mesmo é a determinação e a persistência, acima de tudo;
  • A existência de talento geralmente pode ser comprovada por dez mil horas de treinamento que equivalem a cerca de três horas por dia ou 21 horas por semana durante 10 anos numa única atividade; é a sua experiência de vida e a sua experiência profissional;
  • A admiração exagerada pelos bem-sucedidos e o excessivo desprezo pelos "fracassados" faz com que percamos oportunidades de elevar outras pessoas a um degrau mais alto e criam regras que tornam as conquistas inviáveis para muitos;
  • Ninguém surge do nada; devemos alguma coisa à família e, de certo modo, aos nossos protetores e incentivadores; o lugar e a época em que crescemos fazem diferença;
  • Quando aceitamos o fato de que uns nascem para brilhar e outros para sofrer, tornamo-nos passivos e fazemos vista grossa ao importante papel que desempenhamos – como indivíduos de uma sociedade em constante evolução – na determinação de quem chegará ao topo e quem será derrotado;
  • Quando não assumimos o nosso próprio controle sobre o sucesso e, pior, quando não entendemos o verdadeiro conceito, entregamo-nos à ideia de que o sucesso é uma simples função do mérito individual e de que o mundo onde crescemos simplesmente não importa.
Por fim, todas as pessoas possuem um talento natural, mas o sucesso é uma rara combinação de talento, preparação e oportunidade. Entender como são as pessoas de sucesso não basta. Você precisa descobrir de onde elas são, quando nasceram, a que família pertencem e onde estudaram para entender a verdadeira lógica que existe por trás de quem é bem-sucedido ou não.

Pense nisso e seja feliz!

Jerônimo Mendes, Administrador, Professor Universitário e Palestrante. Especialista em Desenvolvimento Pessoal e Profissional, apaixonado por Empreendedorismo 

Postador Vanderlei Moraes

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