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Kurty Levin foi o primeiro filósofo a falar sobre a dinâmica dos grupos, porém, deixou poucas coisas escritas. William schutz era discípulo de Levin e criou a Teoria das Necessidades (Teoria do Elemento Humano). Nessa visão, há uma previsibilidade das ações e reações dos seres humanos.
Podemos associar as fases da Teoria do Elemento Humano, com as seguintes fases da vida dos seres humanos em geral:
• Infância = Inclusão
• Adolescência = Controle
• Adulta = Abertura
Na passagem da fase de inclusão para controle, cria-se a identidade do Grupo. Na de Controle para Abertura, começa a se formar a Equipe.
O Grupo tem uma previsibilidade de maturação. No início é uma reunião de pessoas com objetivos comuns. Depois, com identidade passa a ser Grupo. Passando da fase de Controle para Abertura, ele se transforma em Equipe. Assim acontece o processo de amadurecimento.
A inclusão se refere em estabelecer a interação com os outros. Iniciar e manter contatos, travar conhecimento, comunicar-se, participar de encontros, cultivar o companheirismo.
O conceito de inclusão nas relações interpessoais, diz respeito às associações entre pessoas, seria o desejo de receber atenção, interagir, pertencer e ser único (você estar suficiente interessado em mim, para descobrir quem eu sou). Que parte de mim mesmo irá interessar a outra pessoa. Se não houver segurança sobre o interesse do outro, a pessoa poderá se fechar.
A inclusão não acarreta forte envolvimento emocional entre os indivíduos do grupo. Porém, é crucial para o processo de formação de grupo, é a questão interpessoal mais precoce na vida do grupo.
O comportamento de inclusão ocorre em função de dois aspectos: o racional e o defensivo. O racional representa a preferência pelo contato com os outros, e o defensivo, representa a ansiedade acerca da inclusão.
Assim, quanto maior autoestima e quanto maior autoconsciência, mais se manifestará a parte racional.
Para os indivíduos introvertidos e retraídos (baixa inclusão), o comportamento é de manter distância entre os outros e ele, não quer perder sua privacidade. Por trás da retração está o sentimento de que as pessoas não o compreendam, inconscientemente, considera que nunca ninguém o considera importante o suficiente para ser incluído.
Já o oposto, o indivíduo extrovertido (alta inclusão), busca incessantemente as pessoas, e quer que as pessoas o procurem também. Seu medo é que as pessoas o ignorem. Busca o contato sempre, pois não suporta estar sozinho. Seu método para ser incluído é ser intenso, exibicionista e participativo. Sua ansiedade o leva a oscilar entre os extremos de ser subsociável e supersociável.
Para os indivíduos sociáveis (inclusão apropriada), os problemas de inclusão podem ser resolvidos e seus contatos com pessoas não apresentam nenhum problema. Fica confortável em estar com as pessoas ou em estar sozinho. É capaz de um forte compromisso com o grupo e também de lidar confortavelmente com a distância se isso for necessário.
As pessoas que tem alto nível de inclusão interagem facilmente com todos e tem um grande circulo de relações. Gozam de prestigio, valorizam a fama e a popularidade. As pessoas que tem inclusão negativa são retraídas, se desligam das funções sociais e apreciam o isolamento.
De uma maneira geral, quando nos sentimos importantes dentro de nós mesmos, sentimos que fazemos a diferença, somos importantes, significativos e temos valor. Na medida em que nos sentimos insignificantes, vem o temor e imaginamos que seremos ignorados e abandonados.
Esses tipos de sentimentos em uma organização não devem ser ignorados. Pois, quando os empregados se sentem insignificantes e a organização não os vê como importantes, sérios problemas de moral podem ocorrer.
O indivíduo deve se sentir vivo. Pouquíssimos ambientes organizacionais estimulam o “estar vivo”. A questão para a organização, assim como para cada individuo, é encontrar um equilíbrio entre permitir a total vitalidade e canalizá-la a serviço de procedimentos ordenados.
No próximo post continuaremos falando sobre como o processo de Inclusão deve ocorrer dentro de cada Organização, bem como na vida de cada um no dia a dia. Espero vocês!

Postador Dea Pacheco

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1 comentários:

  1. Parabéns pelo artigo. A prática, que ressalto bastante em meus artigos, de autoconhecimento é essencial também. É essencial para podermos levar uma vida melhor e com mais qualidade. Todos temos emoções, e as vezes incontroláveis, mas o autoconheicmento nos ajuda a entendê-las melhor, e assim lidarmos com uma maior naturalidade.

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