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» » » » » » » » » A Motivação humana, seus fatores motivacionais e a busca pelo sujeito.

Motivação Humana


A motivação está relacionada segundo a teoria da cognição humana – cognição é a percepção que uma pessoa tem de si mesma, é o modo com que ela lida com as coisas, o jeito como ela se vê e elabora o mundo ao seu redor. São suas crenças, seus valores, anseios, ou seja, a opinião pessoal à respeito de si – com os impulsos que uma pessoa tem podendo ser gerados pelo meio externo ou internamente vindo do próprio indivíduo.
O motivo desses impulsos varia de pessoa para pessoa e também, pode variar na mesma pessoa em momentos diferentes. De acordo com Chiavenato, motivo é tudo aquilo que impulsiona a pessoa a agir de determinada forma. Portanto motivação tem a ver com os motivos com que faz um indivíduo a agir de determinada maneira.

Os impulsos motivacionais são gerados pela própria pessoa através de seus desejos e ambições, vindo mais uma vez de encontro, a importância do autoconhecimento para sabermos com o que nós verdadeiramente nos importamos, gostamos e queremos para nossas vidas. O autoconhecimento nos ajuda a também entender e à saber quais os objetivos almejados e recompensas que serão adquiridas e o que fazer para conquistá-los. Um outro fator importante é que, quando você sabe dos seus gostos, dos seus pontos fortes e pontos fracos, você saberá, com muito mais precisão, aonde distribuir melhor as suas energias, saberá escolher o que é melhor para você, e o que você necessita fazer para chegar aonde quer chegar. Os impulsos também proveem, segundo este mesmo autor, do ambiente por meio, por exemplo, de um clima organizacional favorável aos participantes. Quando se cria metas a serem conquistadas, gerando benefícios aos empregados. Pode-se também gerar uma maior motivação distribuindo uma maior autonomia aos funcionários, distribuindo tarefas mais desafiadoras, entre outras centenas de coisas variando conforme a organização.

Existem três premissas que explicam o comportamento humano (Chiavenato, 2009), a primeira é que tanto a hereditariedade quanto o meio ambiente influem decisivamente no comportamento, a segunda diz que há sempre uma finalidade em todo o comportamento, e por ultimo o comportamento é sempre orientando e dirigido para algum objetivo.


 Ciclo Motivacional

Em todo estado de motivação existe um ciclo motivacional, ele começa com o surgimento de uma necessidade, portanto, sem esta necessidade não há ciclo. A necessidade traz um estado psicológico no indivíduo causando um desconforto levando a um motivo para sair desta situação. Quando as pessoas estão em estado estável, sem esta necessidade, elas tendem a ficar estáticas se acomodando nos lugares que ocupam, por um lado isso é bom, mas pelo outro, seres estáticos se acomodam com a situação atual e acabam ficando para trás, por isso este incômodo pode ser visto como algo positivo, pois é ele quem faz as pessoas se moverem e conseguirem grandes realizações e avanços como seres humanos ou para qualquer outra coisa.

No ciclo motivacional nem sempre a necessidade pode ser satisfeita. Nestes casos ela é liberada na forma de frustrações causando desconfortos psicológicos como apatia, depressão, entre outros. Porém quando não é liberada em aspectos psicológicos, pode   ser levada para vias fisiológicas causando problemas no organismo. A necessidade pode também ser transferida para outro lugar, como por exemplo a não conquista de uma necessidade é compensada por algum outro benefício.


Necessidades de Maslow

A teoria das necessidades hierarquizadas segundo Maslow, parte do princípio de que o comportamento motivacional em cada indivíduo está relacionado com forças que se integram dentro dele. As necessidades, segundo Maslow, estão arranjadas na pirâmide de importância (Chiavenato 2009), sendo que as de baixo precisam ser satisfeitas para poder avançar para as de cima. As necessidades estão representadas na figura acima, sendo explicadas a seguir:

Na base da pirâmide estão as necessidades fisiológicas e de segurança. As fisiológicas estão as necessidades primárias do indivíduo, necessidades de alimentação, desejo sexual, sono, respiração, sede. Estas necessidades são necessidades inatas, e que precisam ser satisfeitas o mais rápido possível caso haja alguma manifestação, pois se alguma delas não estiver satisfeita, esta interfere nas outras de cima, não deixando o indivíduo satisfazer as necessidades maiores como segurança, social, estima e realização pessoal. Logo acima estão as necessidades de segurança que é quando as necessidades fisiológicas estão plenamente satisfeitas, são elas: segurança da família, da saúde, de recursos, do emprego – pessoas desejam se sentir seguras nos empregos para poderem trabalhar com mais autoconfiança – e a quebra destas necessidades podem gerar inseguranças na vida pessoal e profissional.

Quando há satisfação das necessidades fisiológicas e de segurança, o indivíduo cresce e parte em busca da satisfação das necessidades sociais onde se encontra o desejo de aceitação do grupo, amizades, compreensão, à busca de relacionamentos sadios, podendo trazer, a não satisfação destas necessidades, sentimentos de solidão. Em cima, quase no topo da pirâmide, estão as necessidades de estima, que é maneira como a pessoa se vê e se avalia, ou seja, a elaboração da auto estima do indivíduo. A satisfação dessas necessidades traz para o indivíduo os sentimentos de elevada autoestima, amor-próprio, confiança em si mesmo, admiração mútua, orgulho.

No topo da pirâmide estão as necessidades de auto realização. Neste momento, a pessoa está com as 4 necessidades abaixo satisfeitas, e busca uma maior elevação de sua intelectualidade, como crescimento, desenvolvimento pessoal, sucesso profissional, a pessoa está com mais autonomia, autocontrole e busca crescimento contínuo de suas competências.

Considerações finais segundo Chiavenato 2009:

- Apenas as necessidades não satisfeitas influenciam o comportamento, dirigindo-o para objetivos individuais;
- A partir de uma certa idade, o indivíduo ingressa em uma longa trajetória de aprendizagem de novo padrões de necessidades;
- À medida que o indivíduo passa a controlar suas necessidades fisiológicas e de segurança, surgem lenta e gradativamente as necessidades mais elevadas;
- As necessidade mais elevadas não somente surgem à medida que as mais baixas vão sendo satisfeitas, como também predominam em relação às mais baixas de acordo com a hierarquia das necessidades;
- As necessidades mais baixas requerem um ciclo motivacional rápido, enquanto as necessidades mais elevadas requerem um ciclo motivacional extremamente longo;


A busca pela singularidade do sujeito e nossa motivação de ser

Na sociedade em que vivemos, pessoas possuem o péssimo hábito de criarem estereótipos e modelos ideais para seguirem e viverem, referenciando-se no outro. Cada vez mais a busca de padrões e de modelos iguais de ser para todos é uma constante. Os indivíduos participantes destas relações se alienam e se perdem de si mesmos. Todo mundo, sem exceção, dá a sua devida importância para a opinião do outro, todos desejamos sermos aceitos e amados. Porém isto acaba se tornando um problema quando acabamos perdendo a nossa individualidade e singularidade, colocando nossa felicidade, valores e ideais à prova, terceirizando nossa vida aos outros.

Pessoas buscam grupos de identidade, como jovens se tornam ‘’emos’’,  e acabam se alienando de si. A alienação nada mais é que a perda da singularidade que corresponde a cada um, buscando-se padrões à serem sistematicamente obedecidos, no sentido de que tem de ser assim para sermos aceitos. Cada um necessita buscar a sua maneira de ser e de agir, e com um exemplo bem chulo, mulheres não precisam ser delicadíssimas demasiadamente para serem consideradas mulheres, se assim algumas desejarem, e pelo mesmo exemplo, homens não precisam ser extremamente indelicados para serem considerados homens, pelo contrário, pessoas de fé abandonam estes estereótipos, conseguem sustentar o lugar que se colocam e desejam estar. Pessoas maduras e que sabem de si, conseguem respeitar as diferenças individuais, os gostos e preferências de cada um. Maturidade é saber se colocar no lugar do outro e perceber que o mundo é muito maior que o seu mundo, e que existem outras coisas além do próprio umbigo. Necessitamos descobrir um mundo que é só nosso não o fazendo de forma egoísta, mas no sentindo, de que não somos obrigados a nada nesta vida, vivemos do modo que queremos, e ninguém, absolutamente, ninguém tem nada a ver com isto.

A nossa busca incessante de autoconhecimento e reflexão do nosso ser, é a chave para a descoberta de nossas motivações. Por que será que algumas pessoas são mais motivadas do que outras? Claramente por suas aberturas mentais de mundo e de seu autoconhecimento motivacional. Precisamos descobrir quais nossos gostos, o que nos motiva, quais nossas ambições, nossas metas individuais, precisamos sustentar nossa individualidade mesmo estando ao lado de outra pessoa. Enfim, buscar autoconhecimento nos abre para o mundo das motivações, e não só das motivações, porém focando nela neste texto, esta reflexão diária nos propiciará lugares de estar bastante motivadores e compensatórios.
 
Bibliografia: CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos - O capital humano das organizações; São Paulo, editora Campus, 2009.

Mais artigos do mesmo autor disponível em: http://lmarioto.blogspot.com/

Postador Leonardo Marioto

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