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» » » » » » Introdução segundo Keith Davis e John W. Newstrom, sobre o comportamento humano nas organizações

Por Leonardo Marioto

É imprescindível estudar organizações e suas formas de funcionamento, sem estudar o comportamento humano dentro destas. Um estudo apurado do comportamento de cada participante ou um grupo de trabalho é fundamental para se ter uma corporação eficiente e eficaz no mundo dos negócios, tão acirrado e brutal como hoje em dia,
com sua concorrência global. Sempre friso os termos eficiência e eficácia, pois como já vimos, estes termos são distintos entre si. Enquanto eficiência trata dos meios para atingir algo, eficácia trata dos resultados, dos objetivos que foram auferidos, e portanto a eficiência e eficácia organizacional e pessoal será sempre uma busca constante.


Neste novo mundo organizacional as competências humanas estão tomando formas magníficas, e cada indivíduo se não está, deveria estar ganhando a cada dia, mais espaço dentro das organizações, no sentindo de agregação de valores para estes. As habilidades humanas estão tomando grandes proporções em vistas de outros recursos, tanto é, que, a modalidade de Recursos Humanos, trocou de nome para Gestão de Pessoas. A modernidade pós-revolução industrial nos pede que esta gestão seja feita de forma consciente e inteligente, para podermos reter e colher os frutos dos melhores talentos que o mercado de trabalho tem a oferecer. O estudo do comportamento humano nas organizações só trará benefícios para estas, em vista que quanto mais soubermos destes aspectos pessoais e grupais, tanto mais eficazes serão os investimentos nas pessoas, e, melhores serão os resultados que estas nos propiciarão.

‘’O Comportamento Organizacional é o estudo e a aplicação do conhecimento sobre como as pessoas agem dentro das organizações’’ (Keith Davis e John W Newstrom 1992)’’. De acordo com estes mesmos autores, possuímos quatro elementos-chave do comportamento organizacional:
  • Pessoas: representam o sistema social das organizações. Eles formam grupos e equipes para fazerem o trabalho. Sem elas as organizações simplesmente não existiriam. São dinâmicas e passíveis de mudanças.
  • Estrutura: serve para representar formalmente os relacionamentos entre as pessoas nas organizações. Definem cargos, serviços, tarefas, status e etc. As estruturas são complexas e passíveis de problemas de relacionamentos.
  • Tecnologia: existe com intuito de realização do trabalho. Como as organizações não existem sem as pessoas, as pessoas necessitam de tecnologia para a relização de suas tarefas.
  • Ambiente: como já vimos em diversos outros artigos, as corporações são afetadas pelos seus ambientes em que operam, e por estas são afetados também. O ambiente externo está intimamente relacionado com decisões, ameaças, oportunidades entre dezenas de situações vivenciadas no mundo empresarial.
Nesta questão introdutória sobre a abordagem deste assunto, segundo Keith e John, existem seis conceitos fundamentais a respeito do comportamento organizacional. Estes conceitos são divididos em duas partes, seguindo a mesma linha de raciocínio do livro ‘’Comportamento Humano no Trabalho – Uma abordagem psicológica’’: Os seis conceitos fundamentais são divididos em dois grupos. A natureza das pessoas e das organizações. Irei tratar aqui, apenas do primeiro grupo, abrindo espaço para mais um artigo a ser escrito a respeito da natureza das organizações.

Dentro da natureza das pessoas estão as diferenças individuais. Trata-se do modelo singular de cada pessoa como única no mundo. Cada ser humano é semelhante e ao mesmo tempo diferente de cada um. Já são diferentes ao nascerem e ainda mais, depois das vivências vividas por cada ser. Esta teoria traz a significação de que a administração tem de tratar cada participante da organização de maneira individual, com motivações individuais. Se todos tivessem as mesmas vontades, motivações, normas, personalidades, princípios, a administração poderia utilizar uma receita de como tratar cada individuo, porém não é esta a realidade, e isto só reforça a teoria de que cada ser, como sendo individual, deve ser tratado singularmente.

Em segundo lugar vem a definição da pessoa como um todo. As organizações devem estudar o comportamento organizacional, levando em consideração a pessoa em sua totalidade, e não apenas, como disseram estes mesmos autores, algumas características desejáveis. A pessoa possui uma vida em várias outras organizações fora de sua firma, possui emoções que devem ser levadas a sério e diversas outras tarefas externas do trabalho. A administração deve levar em consideração estes aspectos para que assim possa, até mesmo, modelar cargos que são realmente possíveis de se estar.

Em seguida temos o comportamento motivado gerido pelas necessidades motivacionais de cada indivíduo. Estas necessidades singulares é o motor para a motivação humana. Descrevemos algumas abordagens no artigo ‘’A Motivação humana, seus fatores motivacionais e a busca pelo indivíduo’’. A motivação é a força motriz que a organização necessita para manter-se viva e consistente em suas realizações, anseios e principalmente, para o alcance dos objetivos tanto organizacionais, quanto individuais de cada participante. Keith e John (1992) dão o exemplo de uma locomotiva estacionada em uma estação de trens. Toda informação está associada, toda tecnologia está aplicada, porém, o trem não sairá do lugar se não houver uma energia que o faça entrar em movimento.

Para finalizar possuímos o valor da pessoa. Este conceito sustenta que ‘’as pessoas devem ser tratadas de forma diferente dos outros fatores de produção porque elas pertencem à ordem superior do universo’’ (Keith Davis e John W. Newstrom 1992). Toda pessoa deve ser tratada com dignidade em quaisquer circunstâncias organizacionais. Este conceito é muito importante, pois se dá o merecido reconhecimento humano que as empresas têm de possuir em relação aos seus empregados, colocando-os não como um mero recurso, como recursos materiais, mercadológicos etc., mas sim reconhecendo o real valor humano, que muitas vezes não é dado, na esfera organizacional.

O conceito traz também a natureza das organizações, porém ela será tratada a demais nos próximos artigos. Estes são os quatros conceitos relacionados à natureza das pessoas, para podermos entender introdutoriamente as teorias fundamentais que dão direção ao desenvolvimento do comportamento organizacional. Como já disse, é indispensavelmente sabermos os conceitos do comportamento humano nas empresas, e como este comportamento pode ser afetado e afetar diretamente a cultura e o clima organizacional, para termos a nossa evolução mental pessoal sobre os participantes que regem as organizações. Esta sabedoria do comportamento humano no trabalho é uma das grandes chaves para o sucesso empresarial, que muitos ‘’executivos’’, deveriam se dar ao ‘’luxo’’ de saber. Coloco executivos e luxo entre aspas pois, muitas pessoas dos altos salários e escalões empresariais não compreendem esta abordagem psicológica humana, que em minha opinião, é essencial para o verdadeiro profissional das áreas que lidam com pessoas, ou seja, a esmagadora parte.

Bibliografia: DAVIS, Keith; NEWSTROM, John W. Comportamento humano no trabalho – Uma abordagem psicológica; São Paulo, editora Pioneira, 1992. 1° ed.

Mais artigos do mesmo autor disponível em: http://discutindoadm.com/

Postador Leonardo Marioto

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