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Por: Francisco Albuquerque
O descompasso entre os modelos e a realidade: Uma discussão sobre currículos e contratações
Há algum tempo atrás eu ouvia que o profissional deveria ter não somente um, mas alguns currículos, e tudo isso para que ele pudesse se candidatar a vagas diferentes desde que essas estivessem alinhadas com os seus objetivos.
Legal! Até acho isso louvável, ainda mais para profissionais em início de carreira que estão se descobrindo e em busca de oportunidades. Mas ai você entra em algum destes sites que disponibilizam vagas e descobre que algumas empresas não têm nem ideia do que querem.
Se considerarmos que o Brasil é um país onde a grande maioria das empresas é de pequeno e médio porte, e que a existência de uma área de Recursos Humanos (não estou falando de Departamento Pessoal), ainda é encarado como custo e não como necessidade nestes perfis de empresas, é muito difícil falar em políticas de cargos e salários para definir um perfil de vaga. Por esse motivo posso dizer que é muito difícil descrever a real necessidade de uma empresa quando esta está em busca de um profissional.
Tenho um amigo, um profissional muito bem sucedido (Alta Gestão), que me disse a seguinte frase certa vez:
- O momento da entrevista é quando se encontram os dois maiores mentirosos do mundo! Um querendo se adequar as necessidades da empresa e o outro (recrutador) contando algumas histórias que não são coerentes com a realidade.
E eu me pergunto: Será que já é na entrevista que as coisas começam errado? Ok, estamos falando de valores e postura ética, mas existem muitos profissionais e empresas que infelizmente não se preocupam com isso!
Contar mentiras no currículo é uma prática abominada pelas empresas, mas e as mentiras que são contadas durante os processos seletivos?
Mas espera um pouco, mentiras na entrevista? Isso é uma afirmação ou especulação? Cabe a você responder! Já passou por isso?
Percebo que está cada vez mais difícil alinhar necessidades humanas com necessidades empresariais. Principalmente porque hoje há uma grande exigência/necessidade de valorização do ser humano e do seu conhecimento. As empresas que não voltarem os seus olhos para os seus colaboradores não terão sucesso no futuro próximo.
Sam Walton, o fundador do Wal Mart, defende os seguintes princípios como fatores de sucesso nos negócios:
·         Comprometa-se a atingir o sucesso e não abandone a paixão pelo que faz
·         Compartilhe o sucesso com todos que te ajudaram
·         Valorize e reconheça os esforços das pessoas e os resultados obtidos
Muitas empresas ainda não perceberam que essas condições não são só uma tendência, mas são imposições para a reinvenção de padrões que foram amadurecendo durante a evolução dos últimos anos.
“Especialistas” dizem que o currículo tem que ter no máximo 2 páginas. Mas por que isso? Estes especialistas tem preguiça de ler?
Como um profissional de mais de 20 anos de experiência de mercado poderá resumir sua experiência em 2 páginas com fonte Arial tamanho 12?
Tá bem, eu até concordo que um currículo é diferente de portfólio, mas o segundo só se aplica em algumas profissões!
Eu já realizei tantos projetos na minha carreira que se eu fosse contar os detalhes importantes ou até mesmo detalhar os resultados obtidos, daria para escrever uma biografia de algumas páginas.
Eu nem sei se ainda existe, mas lembro que há um tempo atrás (uns 10 anos provavelmente) eram vendidos em papelarias o modelo de “Curriculum Vitae”. Lembrava até aquelas cartilhas de professores do primário rssss...
Você já ouviu falar em Currículo Lattes? É uma plataforma do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para que os profissionais registrem todas as suas atividades de carreira. No Currículo Lattes ficam registrados artigos, orientações de TCC para alunos, cursos realizados e livros que o profissional escreveu ou foi coautor.
Eu conheço profissionais da área de Medicina que possuem mais de 800 páginas no Currículo Lattes!
Outro fator que já vem causando burburinho é sobre o recrutamento e seleção via redes sociais. Essa já é uma prática crescente e algumas pessoas já estão esperando pela morte do currículo como nós conhecemos.
O Linkedin é a rede social profissional mais famosa, mas que é limitada ao “perfil profissional”, onde as mesmas limitações dos processos seletivos (principalmente de comportamento), não são possíveis de serem vistas.
Hoje já existe o BranchOut, uma rede social dentro do Facebook muito parecida com o Linkedin, e que ao mesmo tempo consegue dar ao recrutador a ideia do profissional como um todo. Seu perfil “pessoal” e “profissional”, termo que sou contra, pois acredito no indivíduo como ser único, daí a importância de ser transparente na vida on line.
Enfim, todas essas mudanças e realidade interferem diretamente na maneira que estamos acostumados a ver os modelos tradicionais de Gestão.
E você, vai ficar aguardando o enterro do seu negócio?

Postador Vanderlei Moraes

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