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Por Leonardo Marioto

Neste mundo tão complexo e amargurado pela angustia do ser humano, devemos tentar entender o que pode tornar as pessoas um tanto quanto diferentes uma das outras. Por que algo pode ser tão angustiante para mim, e praticamente, nos mesmos contextos, ser uma fonte de inspiração para você?

Existem no mundo bilhões de pessoas, porém, como podem existir tantas diferenças nos costumes, valores, princípios, modos de agir, diferentes modos de pensar, não existindo uma pessoa idêntica a outra? Possuímos até semelhantes, porém, sempre há alguma forma de diferença a ser percebida. Todas estas diferenças foram estudadas por vários estudiosos da psicologia, entre outras áreas, e o conjunto destas diferenças que nos torna seres tão singulares, tão únicos, é denominado de personalidade. Encontrei uma definição de personalidade no livro ‘’Personalidade – teoria e pesquisa’’ de Lawrence A. Pervin e Oliver P. John que dizem o seguinte: ‘’a personalidade representa aquelas características da pessoa que explicam padrões consistentes de sentimentos, pensamentos e comportamentos’’. Estes mesmos teóricos dizem que a personalidade é estudada de maneira total em um individuo, ou seja, estudam a pessoa como um todo e também dão ênfase nas diferenças individuais de cada individuo.


Seguindo esta mesma linha de raciocínio, compreendemos o que fazem as pessoas a se comportarem de tal maneira em determinadas situações, por meio de eventos internos e externos do comportamento. São chamados de fontes do comportamento humano. Quais são essas fontes e no que elas interferem em nossas tomadas de decisões, influenciam nossas mentes, e de certa forma, estes comportamentos são dirigidos pela nossa personalidade?

Trazendo algumas definições do processo do comportamento humano, temos duas visões importantes a serem descritas: A freudiana e a skinneriana. Freud deu mais ênfase para o comportamento humano por fatores internos, ou seja, nós somos controlados por forças internas desconhecidas. Já Skinner nos traz que o comportamento é dito e influenciado pelo ambiente ao redor do indivíduo, ou seja, ‘’uma pessoa não age sobre o mundo, o mundo age sobre ela (1971)’’. Ambos acreditam que os dois fatores influenciam o comportamento humano, porém Freud focava mais nos fatores internos, e Skinner nos fatores externos.

Chiavenato (2009) nos traz duas teorias importantes do comportamento humano: Teoria de campo de Lewin e a teoria da dissonância cognitiva. Estas duas teorias conclui-se que o comportamento é gerado mais pelas percepções pessoais que cada indivíduo possui, do que pelas situações que o ambiente causa, ou seja, o comportamento humano está mais baseado nas cognições de cada individuo e interpretação que eles têm das coisas que acontecem ao redor, do que propriamente algum fenômeno causado pelo ambiente. Valendo lembrar que ambos influenciam o comportamento humano, apenas a ênfase é dada mais para um fator do que para outro.

Ainda há muita controversa se o comportamento humano é gerido apenas por fatores internos da própria pessoa, ou por fatores externos ambientais. Um fato importante que ocorreu foi a aceitação de que ambos os elementos (pessoa-situação) interferem no comportamento humano (Endler e Magnusson, 1976).

Concluo eu, que o comportamento, independentemente da percepção que cada um tem sobre o mundo, é influenciado tanto por fatores internos decorrentes de suas características como personalidade, motivação e etc., quanto por fatores externos como, por exemplo, no mundo organizacional, a geração de punições ou benefícios aos participantes destas. Não podemos direcionar o foco apenas para um dos fatores, é evidentemente que pessoas motivadas em ambientes motivadores, poderão se tornar ótimos funcionários. Ao mesmo tempo, em um ambiente desmotivador, alguém com uma postura mais ‘’agressiva’’, por mais determinada que for, pode levar-se ao sentimento de apatia.

Bibliografia: CHIAVENATO,Idalberto. Recursos Humanos –O capital humano das organizações;São Paulo,editora Campus,2009.

PERVIN, Lawrence A.; JOHN, Oliver P. – Personalidade – teoria e pesquisa;Porto Alegre, editora Artmed, 2004;8° Edição.

Mais artigos do mesmo autor disponível em: http://discutindoadm.com/

Postador Leonardo Marioto

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