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» » » » Não devolução da Carteira de Trabalho pode gerar processo



A Autômatos Industrial terá que pagar R$2 mil de indenização por danos morais porque demorou a devolver a Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) de ex-empregada após a rescisão do contrato. Com base em voto do ministro José Roberto Freire Pimenta, a Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso de revista da empresa contra a indenização.

A condenação foi imposta, inicialmente, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), ao concluir que a retenção da carteira de trabalho por 33 dias pelo empregador causara prejuízos presumíveis à empregada, uma vez que a falta da carteira dificulta a busca e a obtenção de novo emprego.

No recurso ao TST, a empresa afirmou que não houve comprovação de dano em função da demora na devolução da carteira e, portanto, era incabível a indenização por danos morais. A empresa admitiu apenas a ocorrência de lesão administrativa sujeita à multa prevista no artigo 53 da CLT. A trabalhadora, por outro lado, argumentou que o artigo 29 da CLT estabelece prazo de 48 horas para o empregador fazer as necessárias anotações na carteira de trabalho, e que o descumprimento da norma gera direito à indenização.

Como explicou o relator, a questão central discutida no processo é a necessidade ou não de prova inequívoca da perda de oportunidade de emprego decorrente do fato de a empregada não estar de posse da sua carteira de trabalho para autorizar o pagamento da indenização por danos morais, nos termos do artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal.

Para que se configure a existência do dano moral e a consequente obrigação de indenizar o ofendido, torna-se indispensável que tenha ocorrido o ato ilícito (culposo ou doloso), a constatação do dano e o nexo de causalidade entre o dano sofrido e a conduta ilícita, afirmou o ministro. Como a carteira de trabalho é documento obrigatório para o exercício de qualquer profissão e para registro do contrato de emprego (artigo 13 da CLT), passa dos limites e pratica ato ilícito o empregador que só a devolve depois do prazo legal de 48 horas.

Segundo o relator, não é possível desconsiderar o fato de que o atraso na devolução da CTPS sujeita o trabalhador a uma previsível dificuldade de obtenção de novo emprego, com graves consequências de ordem social e econômica para o profissional, além de ofensa à sua dignidade - elementos suficientes para caracterizar o dano moral e a obrigação de indenizar.

Processo: RR-504900-57.2008.5.09.0892

Fonte: TST

Comentário: Processos como estes demonstram que quando a legislação não é seguida em algum momento podemos pagar pelo não cumprimento da mesma e também para ficarmos atentos, por mais que sejam casos isolados, sempre alguém, ou por vontade própria ou influenciados por pessoas que tem conhecimento podem requerer seus direitos. E quem tem mais a perder com isso é a empresa.

Postador Vanderlei Moraes

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1 comentários:

  1. Olá Professor,
    a empresa em que eu trabalhei passou mais de 1 ano para a entregar de minha CTPS, nunca acionei a justiça pois tenho até hoje tenho valores a receber de comissão da empresa, pois estou ainda a esperança de ser pago.
    o que você me orienta a fazer?

    obs:
    1 - eu fiz a rescisão com ressalva, referente a comissão;
    2 - protocolei a data da entrega da CTPS.

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