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» »Unlabelled » Quem foi que disse que precisamos ser felizes?

Por Leonardo Marioto

Começo esse artigo com a seguinte pergunta: Quem estabeleceu esta norma em nossas vidas? Podemos ver em muitos lugares e veículos de comunicação como internet, revistas, televisões entre outros, uma busca pela felicidade. Ela soa quase como uma meta ou uma obrigação em que todos estão determinados em ser felizes a qualquer preço.

Percebo hoje em dia que se você não é feliz, você é um ser quase que inferiorizado e excluído da sociedade. Isto é mais um padrão imposto pelo ambiente que leva muitas pessoas acharem que para serem consideradas alguma coisa, elas necessitam ser felizes. Mas quem foi que determinou este padrão? Podemos colocar um pouco da culpa na grande mídia suja que paira por aí, e, no entanto ninguém é obrigado a nada neste mundo, muito menos é obrigado ser feliz a qualquer custo, e mais uma coisa, está felicidade estampada pelas capas de revistas é idealizada, e como tal, não existe. Vemos muitos livros de auto ajuda sendo vendidos por aí, com citações do tipo ‘’ame seu trabalho’’, ‘’ame sua vida’’, ‘’ame seus pais, pois afinal eles são os seus pais’’, e na realidade você não necessita amar nada se não for esta a tua vontade, não precisa amar nem mesmo as pessoas que te colocaram neste mundo se as circunstancias não foram tão propensas para o surgimento deste amor.


Muitas ‘’normas’’ são despejadas em nós por pessoas, canais de comunicações e acabam se tornando um padrão a ser seguido, como um código em uma cartilha, e se você não conseguir alcançar este padrão você é um ser infeliz e burro, pois não conseguiu atingir esta tão auferida felicidade ou qualquer outra coisa que for. Tudo que é padrão tem de ser quebrado. Eu odeio padrões. Tento fugir de tudo que é considerado um tanto quanto ‘’normal’’. Mas o que é normal? O meu normal pode não ser tão aceitável para outra pessoa e assim, vice e versa. Então o normal não existe, é só mais uma palavra utilizada para a construção de modelos ideais seguidos por pessoas que não sabem nada a respeito de si próprio. O normal e o padrão acabam se tornando na realidade uma alienação, onde você acaba se perdendo do seu próprio eu e deixa de viver a vida como quer viver, ao seu modo, ao seu jeito ‘’esquisito’’.

O estranho me atrai. As pessoas loucas me atraem. A loucura me atrai. Os esquisitões e as esquisitonas me despertam paixões. Pessoas com atitudes fora do normal e que sustentam estas atitudes me fascinam. Fascinam-me, pois fogem dos padrões, e não é nada fácil conseguir fugir dos padrões e sustentar este lugar, tem que ser muito homem ou mulher para isto. Minha busca também é esta, viver ao meu modo, e que seja estranho aos olhos de muitos. Você não precisa de aprovação para ser você mesmo. Você, aliás, nunca irá conseguir esta aprovação, muito menos se sustentar um lugar só seu e que fuja do que foi determinado pelas etiquetas da ”sociedade”.

A felicidade idealizada que você vê por aí se tornou também uma alienação. Alienação porque as pessoas se perdem de si e começam a viver de um modo padronizado. Esqueça tudo que você vê e ouve por ai a respeito da felicidade. Esta felicidade estampada na televisão não existe e você nunca, nunca vai conseguir alcançá-la. Você não será mais ou menos que ninguém se não for feliz, se a vida não lhe propiciou tantas chances para ser feliz assim. A descoberta a respeito de si próprio é que deveria ser uma norma na vida de todo mundo. Portanto esqueça tudo o que você vê por aí. Você não precisa amar seu trabalho, não precisa amar a sua vida, amar as pessoas que estão a tua volta, amar seus pais, amar seus colegas de trabalho e muito menos, necessita ser feliz. O que quero dizer é que você não precisa se obrigar a nada, a menos que realmente isto venha de dentro de você. Quando perdemos estas obrigações imposta pela sociedade tiramos um grandioso peso de nossas costas, e só assim conseguiremos viver com paz de espírito.

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Postador Leonardo Marioto

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1 comentários:

  1. Perfeito. Eu às vezes sinto essa pressão de ter que sentir algo que não vem de dentro de mim, só porque é o padrão dos outros. Seja sincero. Amando ou não, sendo feliz ou não, sentindo algo ou não. Em paz.

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